Liziero exalta Crespo e faz alerta sobre venda precoce de joias no São Paulo
- 15/02/2026
Em boa fase no futebol português, Igor Liziero falou com maturidade sobre o passado e deixou claro que o São Paulo ainda ocupa um espaço importante na sua história.
Em entrevista aos jornalistas do Trivela, Diogo Magri e Guilherme Ramos, o volante, hoje no Nacional, de Portugal, relembrou especialmente o período sob o comando de Hernán Crespo, técnico que, segundo ele, marcou sua trajetória no clube.

Liziero rasga elogios a Crespo
Ao recordar 2021, temporada do título paulista, Liziero apontou o argentino como o treinador que mais o impactou no Morumbi. “Eu acho que foi o Crespo (quem mais marcou), pelo fato de que no ano de 2021 eu joguei bastante, também consegui ter uma sequência muito boa, vindo depois de uma lesão séria do tornozelo”.
Liziero destacou que o estilo intenso e propositivo de Crespo foi essencial para seu crescimento. Ele explicou que, em Portugal, vive algo semelhante taticamente, com saída de três e variações no meio-campo.
“De vez em quando o Matheus, que é o nosso número 6 (volante), baixa para fazer uma construção a três, eu tenho que descer um pouco. O que muda é que na época do Crespo, muitas vezes eu jogava nessa função. Teve jogos que eu joguei com o (Gabriel) Sara e o (Martin) Benitez, eu era o 6. E às vezes jogava lado a lado com o Luan, então tem essa semelhança no estilo de jogo. E o legal é que os dois treinadores também gostam de propor”, analisa.
Ex-jogador aponta o que prejudica o São Paulo
Ao falar sobre o momento atual do clube, o volante também opinou sobre a venda precoce de talentos formados em Cotia. Para ele, a necessidade financeira acaba pesando mais do que o planejamento esportivo.
“O William Gomes é um jogador de nível top. Extremo, velocidade, tem força, e com certeza se estivesse no São Paulo agora, estaria jogando. Mas, pela necessidade financeira, o clube não consegue segurar esses jogadores e acaba vendendo até por um valor abaixo. Depois, o Porto pode vender o William por não sei quantos milhões. E isso acaba prejudicando um pouco o São Paulo“.
Na visão de Liziero, manter as joias por mais tempo permitiria amadurecimento, retorno técnico e até negociações mais vantajosas no futuro. Ainda assim, ele reconhece que o cenário financeiro muitas vezes impõe decisões difíceis.











